sexta-feira, 12 de junho de 2020

EDUARDO RODRIGUES SANTOS - UM PASCOALENSE NO CONTEXTO MILITAR DA 1ª REPUBLICA

HISTÓRIA DE PASCOAL E, SEUS APONTAMENTOS REDESCOBERTOS: EDUARDO RODRIGUES DOS SANTOS, NATURAL DE PASCOAL, TENDO CUMPRIDO SERVIÇO MILITAR, NO QUARTEL DE NELAS-VISEU, (VIAGEM ESTA, QUE FAZIA SEMPRE A PÉ, POR ATALHOS), ATÉ, 21 DE MAIO, DE 1916. COMO 2.º CABO Nº. 210, DO 1.º ESQUADRÃO DE CAVALARIA Nº.7, EM CASTELO BRANCO. (6 DIAS DE DETENÇÃO, (POR NÃO MANDAR FAZER A LIMPEZA DA CAVALARIÇA). MESMO JÁ SENDO CASADO E, COM UMA FILHA DE NOME, GUELHERMINA RODRIGUES DOS SANTOS, METEU REQUERIMENTO PARA NÃO SEGUIR O SERVIÇO MILITAR. NO ENTANTO, FOI CHAMADO PARA ANGOLA. NO DIA 19 FOI PROMOVIDO A 1.º CABO E, NO DIA 20 DE SETEMBRO DE 1917, EMBARCOU PARA ANGOLA, FORTALEZA DE S. MIGUEL, DESEMPENHADO POR ALGUM TEMPO A FUNÇÃO DE, CARCEREIRO. A SUA FILHA GUELHERMINA, FALECEU NO DIA, 07 DE JANEIRO DE 1919. TEVE FUNERAL NO DIA 08 DE JANEIRO E, NO DIA 8 DE JANEIRO DE 1961, NASCIA O NETO DE EDUARDO, (EU FERNANDO), QUE JAMAIS O IRÁ ESQUECER. COMO COSTUMO DIZER: (HÁ COINCIDÊNCIAS, QUE COINCIDEM, OUTRAS NEM POR ISSO). "HERDEI" UM COLETE, QUE AINDA O TENHO NA MINHA POSSE, QUE CUSTOU 400 REIS, EM 12 DE DEZEMBRO DE 1916. COMO CONSTA DA SUA CADERNETA MILITAR, (NA MINHA POSSE), O TEMPO TOTAL DE TROPA, PERFEZ 4 ANOS, APENAS, COM OITO DIAS DE DETENÇÃO, (EM ANGOLA), POR DEIXAR
IR BEBER UM COPO DE VINHO A UM RECLUSO, QUE ESTAVA À SUA GUARDA. (MAIS PORMENORES, NAS FOLHAS PUBLICADAS). FeRoFe-12.06.2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

ESCAVAÇÕES NO CASTRO SANTA LUZIA - 2

Ao remexer nas caixas das fotografias particulares encontrei um conjunto de 17 fotografias que eu fotografei de escavações no Castro de Santa Luzia em 1984. Esta fotografias mostram o trabalhos dos arqueólogos e os seus instrumentos de trabalho e três locais onde foram realizadas sondagens.
//////////////////////////////////////////// Nota 21 publicada no caderno de notas para a historia de Pascaol (cnhp) volume VIII em 15 de Maio 2020

ESCAVAÇÕES NO CASTRO SANTA LUZIA - 1

sábado, 9 de maio de 2020

MONTE DE SANTA LUZIA - Critica a uma publicação na rede Facebook

Uma publicação sobre o Monte de Santa Luzia no grupo “Encantos de Viseu” na rede Facebook com o titulo “A propósito da Albufeira do Monte de Santa Luzia” em 30 de Abril que incorria em vários erros fiz um comentário ao texto em causa que levava os leitores a ficarem mal informado e os erros eram: a imagem de São Gens ter vindo para Pascoal e as inquirições gerais de D. Afonso III serem do século XVIII entre outros. A critica levou-me a publicar a na já referida página um texto meu com o nome Capela de Santa Luzia do Monte para melhor esclarecimento dos visitantes da página “Encantos de Viseu” //////////////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal (cnhp) com o numero 20 no volume VIII em 1 maio 2020

quinta-feira, 30 de abril de 2020

CAPELA SANTA LUZIA DO MONTE

A Capela de Santa Luzia do Monte, situa-se no Monte de Santa Luzia – na localidade de Pascoal, no limite da paróquia de Abraveses com a paróquia do Campo de Madalena, sendo de destacar que em 1758 quando ainda não existia a paróquia de Abraveses, já a Capela de Santa Luzia do Monte fazia parte da paróquia anexa a Sé de Viseu e a qual pertenciam também Pascoal, e outras localidades como: Quintela de Orgens, São Martinho de Orgens, Travassós de Orgens, Orgens, Vildemoinhos, Balça e Aguieira. A paróquia anexa a Sé de Viseu “principia pela Capela de Santa Luzia e finaliza junto á catedral desta cidade... Esta capela e ermida de Santa Luzia está colocada como se disse no mais alto cume deste empinado monte, onde se faz um plano bem capaz de nele se formarem três regimentos de infantaria para a parte nascente ao meio dia” (Oliveira, João Nunes – Noticias e Memorias Paroquiais Setecentistas I, Viseu, paginas 199 a 202 - Viseu 2005.). A designação de Santa Luzia do Monte surge para fazer a distinção entre as festas a Santa Luzia que também se realizam nas localidades de Abraveses e de Vila Nova do Campo. A capela de Santa Luzia surge no século XVII em substituição de uma outra sob a invocação de São Gens “em cujo sítio é tradição teve S. Gens a sua capela” (Oliveira, João Nunes – Noticias e Memorias Paroquiais Setecentistas I, Viseu, páginas 199 a 202 - Viseu 2005.). Da capela de S. Gens ainda não foram encontrados vestígios arqueológicos além dos documentos escritos e como tal poderá só ter havido apenas uma substituição de orago de S. Gens por Santa Luzia. Em 1758 a Capela de Santa Luzia é assim descrita pelo padre José Mendes de Matos, pároco na Sé de Viseu, “está colocada de norte a nascente, cuja porta principal olha ao norte e atravessada ao meio dia, a outra fica nas espaldas do altar e olha a nascente e cuja fábrica é de pedra miúda e argamassa e cal. Os cunhais são de boas pedras lavradas no antigo, o altar está metido no grosso da parede que tem boas aduelas de cantaria e parede mestra é de testa lavrada e as ombreiras da porta principal são feitas ao modo Romano; não tem retábulo, o altar é todo de boas pedras lavradas; tem só a imagem da gloriosa santa que é de barro encarnado e tem na mão esquerda um prato com os olhos nele postos, e a direita quase posta em punho o que ainda mostra com se nela tivesses palma insígnia do martírio” (Oliveira, João Nunes – Noticias e Memorias Paroquiais Setecentistas I, Viseu, paginas 199 a 202 - Viseu 2005.). Desta descrição, do século XVIII, há três fatores que nos indicam que o edifício da Capela de Santa Luzia do Monte, não é o mesmo da atualidade! O primeiro fator é a posição geográfica da capela que no século XVIII nos diz que a orientação da capela era de norte para sul e a atual é de nascente para poente. O segundo é a porta principal da capela no século XVIII esta virada ao norte e a atual está virada a poente. O terceiro é a existência de duas portas no século XVIII e na atualidade só tem uma. Em 1862 Capela Santa Luzia do Monte estava em ruínas e foi “reconstruída por subscrição pública dos habitantes de Pascoal por iniciativa de António Coelho Duarte,” (Coelho, José – Memoria Viseu I, página. 428, Viseu 1941) já com a localização geográfica da atualidade. Em 1890 festa em honra de “Santa Luzia, no Outeiro do mesmo nome era feita no antecedente ao domingo de Pentecostes” (Leal, Pinho – Portugal antigo e moderno, dicionário de todas as cidades, vilas, freguesia de Portugal e grande número de aldeias, volume 12, pagina 1540, Lisboa 1890). Assim se manteve ao longo dos anos, até 1911, quando foi promulgada a Lei da Separação entre o Estado e a Igreja Católica em que a Capela de Santa Luzia do Monte passou a estar dependência na administrativa da Junta de Freguesia de Abraveses. A dependência administrativa da Junta de Freguesia de Abraveses, não foi pacífica e provocou um conflito grave entre os mordomos da capela de Santa Luzia do Monte, da localidade de Pascoal e a Junta de Freguesia de Abraveses que acabou por ser resolvido pela autoridade administrativa exterior à freguesia de Abraveses: o Administrador do Concelho de Viseu como o demonstram as atas da Junta de Freguesia de Abraveses do ano de 1914. “Não tendo comparecido o vogal da comissão transata Bernardino Vale dos Santos, de Pascoal... a fim de prestar contas da Capela de Santa Luzia do Monte e de fazer a entrega das chaves e demais pertenças da capela” extrato da ata da Junta de Freguesia de Abraveses de 08 Janeiro de 1914. Na ata seguinte descrimina-se os pertences a entregar e o fim a que se destinam “ entregar as chaves e quatro libras em ouro que um devoto deu para a capela a fim de se fazerem consertos na dita capela” – ata da Junta de Freguesia de Abraveses de 11 Janeiro de 1914. O conflito continuou e “ Pelo presidente foi comunicado que em nome da junta convocara para esta sessão o cidadão, João de Figueiredo de Pascoal e que este lhe respondera que não viria senão a mandato da autoridade administrativa” nesta mesma data a Junta de Freguesia de Abraveses oficiou ao “ Excelentíssimo Administrador do Concelho de Viseu para proceder de maneira que a junta tomasse posse administrativa da Capela de Santa Luzia do Monte”- ata da Junta de Freguesia de Abraveses de 31 Janeiro1914. O conflito só terminou em Fevereiro de 1914 com a entrega das chaves e pertences, não à Junta de Freguesia de Abraveses mas a outra entidade, “O presidente declarou que o cidadão João Figueiredo de Pascoal fizera a entrega na Administração do Concelho de Viseu da chave da Capela de Santa Luzia do Monte e de quatro libras em ouro” transcrição da ata da Junta de Freguesia de Abraveses de 08 Fevereiro de 1914. A capela de Santa Luzia do Monte foi devolvida à Paroquia de Abraveses em 22 Maio 1944, conforme consta do auto de entrega. A festa religiosa sempre animada e muito concorrida pelas localidades vizinhas do Monte de Santa Luzia, foi proibida por o Bispo de Viseu, D. José da Cruz Moreira Pinto na década de trinta do século XX, pois os mordomos desrespeitaram a proibição do bispo de fazer a festa religiosa sem foguetes. A capela ficou interdita ao culto religioso e festa acabou. O temporal seguido de ciclone no ano de 1941 levantou o telhado da capela e esta ficou ao abandono. O Pascoalense Francisco Caiado à data sacristão na igreja de Pascoal recolheu a imagem da Santa Luzia levou-a para Igreja de Pascoal assim como os restantes haveres da capela. Durante quarenta e três anos a capela esteve em ruína e num estado de total abandono. Em 1984 Capela de Santa Luzia do Monte foi reconstruída fruto do esforço da Câmara Municipal de Viseu e da Companhia dos Fornos Elétricos, entidade que explorou o quartzo no Monte de Santa Luzia entre os anos de 1961 a 1986. O edifício manteve a traça antiga com a porta principal virada a poente e apenas ganhou mais segurança mas mesmo assim já foi objeto de alguns assaltos Em Pascoal a iniciativa pertenceu ao Conselho Diretivo de Baldios de Pascoal que organizou a procissão solene que em 08 de Julho de 1984 que transportou o andor com imagem de Santa Luzia da Igreja de Pascoal para a Capela de Santa Luzia do Monte. A partir desta data a festa em honra de Santa Luzia é organizada por a Comissão Festas de Santa Luzia do Monte, e passou a fazer-se sempre no segundo domingo de Julho de cada ano. O calendário religioso celebra a festa Santa Luzia no dia 13 de Dezembro de cada ano e neste dia já foi tradição, pelo menos no século XVIII, fazer a festa no dia oficial que na atualidade caiu em desuso “é muito milagrosa como mostra o inumerável concurso que a esta ermida vem em treze de Dezembro, dia em que a igreja católica celebra o seu martírio” (Oliveira, João Nunes – Noticias e Memorias Paroquiais Setecentistas I, Viseu, paginas 199 a 202 - Viseu 2005). A festa religiosa em honra de Santa Luzia do Monte, realiza-se no segundo domingo de Julho é muito concorrida por fiéis vindos da cidade de Viseu e lugares vizinhos e tem sido assim ao longo dos anos. Texto de Delfim C. Rodrigues de Almeida Pascoal 1 Maio 2020

terça-feira, 14 de abril de 2020

ENCONTREI

Este dia ficará para mim como inesquecível porque finalmente encontrei um documento que comprova a emigração do meu bisavó materno José Rodrigues para o Brasil no final da década de 20 do seculo XX. A história é conhecida dentro da minha família materna e eu conheci-o pessoalmente quando ele regressou a Portugal em 1976 mas não tinha qualquer documento que pudesse mostrar que ele emigrou aos seus bisnetos e tetranetos. A minha avó materna Cecília Rodrigues Fernandes filha de José Rodrigues e Laura Lopes Fernandes contou-me verbalmente por que motivo não seguiu viagem para o Brasil com o seus pais e irmãs, mas de documentos nada encontrei. Cheguei a falar com o Sr. Manuel (Brasileiro) que viveu com ele no estado do Rio de Janeiro no Brasil pois um seu irmão era casado com uma filha do meu do bisavó José Rodrigues. Tudo estava certo mas faltavam os documentos. Decidi-me a tentar encontrar nos registos dos passaportes do Governo Civil Do Distrito de Viseu que estão online no site do Arquivo Distrital de Viseu mas a informação é imensa desde o final do seculo XIX até a década de 70 do seculo XX. Começar onde? Pelas informações da minha avô teria sido na década de 20 do seculo XX. Ao encontrar o registo de batismo do meu bisavó nos registos paroquias de Abraveses encontrei uma referência na lateral do registo que diz cédula 1924. Decidi-me a procurar desde o dia 1 janeiro 1924 e procurei milhares de passaportes só dava importância ao concelho e a freguesia e encontrei no ano de 1928. De tantos documentos consultados mesmos que online o cansaço já começava a fazer-se sentir e eis que encontrei. ////////////////////////////////////////////// Nota 19 do caderno de notas para a historia de Pascoal Volume VIII em 14 Abril 2020

quinta-feira, 12 de março de 2020

VIVER PARA CONTÁ-LA - 40º ANIVERSARIO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL RECREATIVA E SOCIAL DE PASCOAL

“A vida não é o que cada um viveu, mas o que recorda e como a recorda para contá-la” - Gabriel Garcia Marques. ////////////////// As minhas recordações vividas na Associação Cultural Recreativa e Social de Pascoal (ACRSP) ao longo dos 37 anos entre 1983 e 2020 e foram marcadas por momento de exaltação coletiva. Em junho de 1983 integrei como vogal a primeira direção da ACRSP presidida pelo Abílio Correia Esteves. Eu era um jovem com 18 anos ia fazer 19 em Julho e em mim cabiam todos os sonhos do mundo. Em setembro 1983 com ajuda da direção fundei um jornal com o nome Culturando e no qual publiquei o primeiro texto sobre a historia de Pascoal com o titulo Apascal o qual me orgulho de dizer que 37 anos depois tudo o que escrevi estava certo e só me enganei num verbo “Pascoal deveria pertencer a Sé de Viseu” devia ter escrito pertenceu a Sé de Viseu até ao inicio do seculo XIX. Foram dias muito cheios de emoções com a continuação do jornal Culturando (que ao longo dos anos teve três nomes, Culturando; Pascoal Hoje; e Voz de Pascoal), abertura do bar na sede da ACRSP todos os dias e obras na sede com vidros nas janelas, ténis de mesa e futebol e muitos bailes (ver documento 1 em anexo). Os dias continuaram cheios e em novembro 1984 na ata número um lá esta o jovem agora com vinte anos a assinar a primeira ata (ver documento 2 em anexo) e já como secretario da comissão administrativa presidida pelo Carlos Lopes de Jesus. Meses depois a 5 janeiro 1985 no largo do Rossio na realização do I encontro de Cantadores de Janeiras de Pascoal um encontro que ainda hoje se realiza (ver documento 3 em anexo). Bons momentos de realização cultural e musical este dia ficou marcado para sempre pela boas atuações de terem atuado dos grupos de cantadores de janeiras de Pascoal um ligado ao grupo coral da igreja e ou de jovens da ACRSP e do jantar oferecido um arroz a valenciana feito na cidade de Viseu pois a ACRSP naquela altura não tinha condições para o realizar. Fui eu que organizei o primeiro encontro de cantadores de Janeiras de Pascoal em conjunto com o INATEL e devo destacar o animador Luís Filipe da localidade vizinha de Orgens que lá trabalhava e para ver como se realizava no dia 1 de janeiro de 1985 fui com o amigo Luís Filipe a Moimenta da Beira ver como se organizava e recordo que fui a dormir todo o caminho pois saímos ás 10 horas da manha do dia 1 janeiro tendo passado a noite anterior sem dormir a juventude tudo permite. Em 1994 assumi a presidência da direção com um objetivo de organizar uma festa convívio da família socialista onde esteve presente o ministro da obras públicas o Dr. Jorge Coelho nunca a associação esteve tão repleta de gente mais 300 pessoas apinhadas em cima do palco e no salão para conviver e comer o porco no espeto. Durante vários anos fui servindo a associação em diversos cargos na direção, conselho fiscal e presidente da mesa da assembleia geral mas o que me deu mais prazer foi o de presidente da assembleia geral. E vou recordar os estatutos de 1980 muito sumários e regulamento interno aprovado em 1987 e que serviu de guia para os sócios e as assembleias gerais até 2000. Entre os sócios da ACRSP não havia ninguém com formação jurídica e recordo as divergências e as convergências sobretudo com o Carlos Lopes de Jesus mas no final ambos desejávamos o mesmo o melhor para a ACRSP. Em 1998 começa-se a pensar na vertente social e houve necessidade de alterar o nome de Associação Cultural Recreativa de Pascoal para Associação Cultural Recreativa e Social de Pascoal e na assembleia geral houve três propostas para mudança de nome e a que eu propôs saiu vencedora e começava-se a fazer o caminho para as obras que levaram a construção da nova sede onde está o centro dia a creche e apoio domiciliário. Em 2005 voltei a assumir a presidência da direção com o objetivo de dar início ao sonho de concretizar a obra de caracter social. Comecei por convocar os sócios e criar uma comissão de obras constituída: por Agnelo Silva Sá; Dionísio Teodósio Afonso; Abílio Marques Rodrigues; Manuel Ferreira Almeida; Carlos Alberto Esteves Aparício e por inerência o presidente da direção. Lançamos um comunicado a população de Pascoal em janeiro 2006 a dizer o que desejávamos fazer. Foi tempo do sonho e eu não devo esquecer a companhia do Sr. Agnelo Silva Sá presidente do conselho diretivo baldios de Pascoal e das dificuldades que ambos atravessamos e um dia ao sair da Camara Municipal de Viseu e perante as dificuldades lhe sugeri para abandonarmos o sonho e o projeto ele me respondeu que não tínhamos que ir em frente e fomos. Houve outros companheiros que acreditaram neste sonho e ajudaram a concretiza-lo como socio Manuel Ferreira Almeida da comissão obras; António Lopes Marques-presidente da junta freguesia do Campo; Agnelo Silva Sá presidente do conselho diretivo de Baldios de Pascoal, o Carlos Alberto Almeida Durão, tesoureiro do conselho diretivo de Baldios de Pascoal o Herminio Almeida Durão da Junta Freguesia Abraveses; João Romão Pereira, tesoureiro ACRSP e o Miguel Ginestal a quem estou eternamente grato pelo apoio desde a primeiro encontro para falarmos do projeto social no hotel Montebelo me disse “ faz o teu trabalho e não te preocupes”. Devo-me ter esquecido de alguém que ajudou mas não me vou esquecer daqueles que desde a primeira hora de forma encapotada tentaram bloquear o projeto e esses estão sem qualquer rodeio os políticos e dirigentes associativos de Abraveses e um membro da assembleia de freguesia de Abraveses que representava Pascoal e que votou contra a venda um baldio para financiar a obra social uma exceção que muito o honra para o presidente da Junta Freguesia de Abraveses Jorge Manuel Sousa Mota que desde a primeira conversa a três (eu, presidente junta e presidente baldios) em casa do Sr. Agnelo Silva Sá sempre esteve de acordo com o projeto. Devo honrar o Carlos Lopes Jesus entre outos que eram contra o local da construção mas de acordo com o projeto social (ver documento 5 em anexo). Vivi ao longo deste anos momentos muito bons dentro da ACRSP, mas outos dirão por detrás das costas que também os houve menos bons a esses direi que para perceberem as minhas decisões terão de calçar as minhas botas para saberem o porquê. Sim porque foi com essas botas que me permitiram jogar, dançar e estar na ACRSP e com elas que bati a porta do INATEL, da Camara Municipal de Viseu; do Governo Civil do Distrito de Viseu, dos serviços da Segurança Social, que me levaram ao hotel Montebelo e a muitas casas particulares a pedir apoios para a nossa ACRSP. Estas notas curtas por ocasião do quadragésimo aniversario da Associação Cultural Recreativa e Social de Pascoal para dizer com emoção e gosto “valeu a pena” viver para contá-la. Socio nº 159 em 1983 e em 2020 socio nº46./////////////////////////////////////////////////// Nota 14 do caderno de notas para a historia de Pascoal volume VIII publicada em 2 Março 2020