domingo, 2 de fevereiro de 2020

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO - MONTE HABITADO NO MUSEU QUARTZO NO MONTE SANTA LUZIA

Estive presente na inauguração da exposição “Monte Habitado – Viver no Castro Santa Luzia há 3000 anos” no museu do Quartzo no Monte de Santa Luzia. A exposição é didática no sentido de perceber como se vivia no Castro de Santa Luzia entre o seculos XI e VIII a.C. Diversos painéis explicam como se vivia e são complementados por achados arqueológicos encontrados no castro de Santa Luzia. Durante a exposição chamei a atenção da responsável da exposição a Dra. Lília Basílio para um erro no segundo painel onde se faz a caracterização do castro e se refere aos rios da sua envolvente onde as gentes do castro iam buscar água como ribeira de Minde e Quintela o nome Minde está mal é ribeira de Mide que passa entre as localidades de Pascoal e Abraveses e nasce a norte do Monte de Santa Luzia. O castro Santa Luzia foi objeto de escavações nos anos 80 do seculo XX por três arqueólogos: João Luís Inês Vaz; Alberto Correia; e monsenhor Celso Tavares da Silva, dos três só um está vivo Dr. Alberto Correia que também esteve presente na inauguração. Lembro-me de nos anos 80 do seculo XX subir a pé ao Monte de Santa Luzia para observar as escavações. Hoje mais de quatro décadas passadas, voltei a subir ao Monte de Santa Luzia a pé não para ver as escavações para assistir a inauguração de uma exposição que mostra o resultado das escavações. Foi mais difícil porque as forças começam a faltar mas subir ao Monte de Santa Luzia admirar a paisagem respirar o seu ar puro e pensar a sua história é um dia especial. /////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal com numero 13 no volume VIII em 2 fevereiro de 2020

domingo, 1 de dezembro de 2019

NOTAS DE LEITURA DO LIVRO "ROTEIRO TURISTICO DO DISTRITO DE VISEU"

Voltei a reler o livro “Roteiro Turístico do Distrito de Viseu” do autor Alberto Correia, quase quatro décadas depois da leitura inicial. Este livro descreve a cidade de Viseu e o distrito de Viseu no início da década de 80 (a edição é de 1981) do seculo XX, antes dos grandes desenvolvimentos das novas estradas, avenidas e novos edifícios. Este livro contêm uma bonita referência a localidade de Pascoal, ao monte de Santa Luzia e ao monte da Senhora do Crasto do qual retirei nos para o Roteiro Bibliográfico para a História de Pascoal (rbhp). O livro foi um empréstimo do amigo Paulo Galveias que mo emprestou, pois, a minha edição de tanto usada só me resta a capa, digitalizei o livro todo para, mas fácil consulta se necessário.///////////////////////////////////////////////// Nota publicado no caderno de notas para a historia de Pascoal (cnhp) volume VIII com o numero 12 em 24 Novembro 2019

CONCELHO DE VISEU NO INICIO DO SEC. XIX, AREAS DE INFLUÊNCIA DA IGREJA E SENHORIAL

O concelho de Viseu tem duas áreas destintas de influência, a norte do concelho marcado pela influência da igreja e a sul marcado pela influência senhorial de brasão a porta. Antes de se avançar deve-se primeiro parar na paroquia da Sé que no início do seculo XIX tem uma enorme dimensão (incluía as atuais paroquias de Abraveses, Rio de Loba, Ranhados, São Salvador e Orgens além do cidade). Esta enorme paroquia é o centro do poder religioso, político, judicial e militar. A norte do concelho de concelho de Viseu a influência é da igreja através dos párocos e dos seus passais que se encontra instalada no território sem a sombra da nobreza. Uma característica é a construção da igrejas matrizes fora das localidades. Assim acontece com as paroquias de Bodiosa, Ribafeita, Lordosa, Calde, Cota, Cepões, São Pedro de France. Junto á igreja isolada das localidades encontra-se o passal para sustento do pároco. A igreja a norte do concelho de Viseu no início do seculo XIX dispunha de um poder quase absoluto. A sul do concelho de Viseu a presença senhorial com as suas casas ricas com brasão ás portas que destacam das restantes casas das localidade e com territórios agrícolas grandes capazes de se auto sustentarem marcam o território. A igreja está presente, mas sem o poder que tem a norte do concelho. Em muitas paroquias do sul do concelho é a casa senhorial que oferece o espaço para a igrejas paroquias desde que estas fiquem próximas das casa senhoriais
como acontece em São Cipriano, Loureiro de Silgueiros, Povolide, Coutos de Cima e de Baixo, Farminhão. Quem detém o poder territorial que ter a igreja paroquial ao lado. Percebe-se assim uma dicotomia entre o norte e o sul do concelho de Viseu. O mapa ajuda a perceber a dicotomia. /////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal no volume VIII com o numero 11 em 13 Novembro 2019

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Lançamento do livro"Memorias Documentos Historicos do Convento Santo António de Viseu

Assisti ao lançamento do livro “Memorias Documentos Históricos do Convento de Santo António de Viseu da autoria de João Ferreira Fonseca. Que ocorreu no dia 21 de Outubro 2019 na Igreja dos Terceiros em Viseu, uma bela cerimónia que contou com um momento musical com presença da cantora Isabel Silvestre. Da leitura do livro (mais um empréstimo do amigo Paulo Galveias) retive três notas que podem ser úteis para a história de Pascoal://////////////// 1. Referência procissão com sacrario do Convento de São Francisco do Monte para cidade de Viseu em 06/05/1635 – na página 19.///////////////// 2. Obras no convento São Francisco do Monte mandadas realizar pelo convento Santo António de Viseu – nas páginas 35 e 57./////////////////// 3. O nome de um guardião (nome dado ao responsável dos monges da ordem São Francisco), Frei Pascoal da Piedade – página 58.////////////////// Este livro ajuda a perceber a mudança no século XVII do frades do convento São Francisco do Monte para a cidade de Viseu e mais tarde para o convento de Santo António de Viseu conhecido pela igreja dos Terceiros de Viseu Um livro de leitura fácil e boa qualidade histórica.////////////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para historia de Pascoal com o numero 10 no volume VIII em 23 de Outubro 2019.

REVISTA BEIRA ALTA - RELANÇAMENTO

Participei na cerimónia de relançamento da Revista Beira Alta na Casa do Adro em Viseu. Decidi chamar-lhe relançamento e não o nome pomposo de “Revista Beira Alta – Memoria e Historia” porque para quem gosta e conhece o percurso da revista Beira Alta trata-se de um relançamento depois do problema das comemorações dos 75 anos da revista (1942-2017; da saída do diretor Alberto Correia; e da não publicação em 2019 de nenhum numero toda esta cerimonia me pareceu um renascer ou relançamento de uma revista que ao longo dos seus mais de setenta anos ajudou a divulgar historia da Beira Alta e em particular da região de Viseu . Desta cerimónia destaco dois momentos: • A disponibilidade de consulta on-line dos números desde 1942 da revista Beira Alta. • A nova directora a Dra. Fátima Eusébio que vem trazer uma nova dinâmica a revista Beira Alta. Viseu merece e a sua região Beira Alta em particular uma revista de divulgação da história com uma nova dinâmica. A consulta on-line dos números anteriores a 1973 vai ser útil história de Pascoal.///////////////////// Nota publicada no caderno notas para a historia de Pascoal com numero 9 no volume VIII em 17 Outubro 2019 Pascoal 17 Outubro 2019

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CRIME DA POÇA DAS FEITICEIRAS

Terminei a leitura do romance "O crime da poça das feiticeiras" da autoria de Paulo Bruno Alves e gostei do romance. Este romance historico descreve o crime ocorrido na Quinta São Caetano em 17 de Julho 1925 em que foi assassinado João Alves Trindade e foram condenados Claudino Ribeiro e Silvina Trindade Ribeiro genro e filha do assassinado. Este crime faz parte do meu imaginário, durante décadas ouvi falar dele na cidade de Viseu sendo a versão popular os verdadeiros assassinos não foram os que foram condenados. A versão popular diferente da Justiça diz que foi o caseiro conhecido por "homem dos bigodes" e familiares deste foram os autores do crime.O povo muitas vezes sabe o que justiça também sabe mas não se consegue provar. O que também se soube num segundo processo o homem dos bigodes acabou condenado a uma pena leve por encobrimento de provas e falso testemunho. A cidade Viseu a freguesia de Ranhados viveram anos muito alvoroço e divisões por causa deste crime. Na cidade ainda se contam uma celebre frase proferida durante o julgamento "O senhor é Loureiro e põe-se a porta das tabernas" e na resposta "o senhor é Mário". Este dialogo foi entre os advogados Marques Loureiro (advogado dos condenados Claudino Ribeiro e Silvina Trindade Ribeiro) e Mário Barroso (advogado dos irmãos do Claudino Ribeiro). Ficaram muitas pontas soltas deste crime que ainda hoje não tem resposta objectiva mas uma pergunta deve ser feita a quem beneficiou do crime? Aos irmãos do Claudino Ribeiro que lhe herdaram a fortuna o seu advogado Mário Barroso e ao homem do bigodes que lavou a honra de uma violação de uma filha que foi consumada pelo assassinado João Alves Trindade. Este crime mal resolvido ainda marca o imaginário da cidade de Viseu e da freguesia de Ranhados e a quase um século de distância da ocorrência do crime este livro do Paulo Bruno Alves ajudou a esclarecer de forma romanceada.///////////////////Este livro foi mais um empréstimo do amigo Paulo Galveias.

domingo, 18 de agosto de 2019

REGISTOS PAROQUIAIS DA PAROQUIA DE ABRAVESES SEC. XIX E XX

Os registos paroquiais da paroquia de Abraveses tem como datas limite os anos de 1857 a 1911 e são constituídos por livros de registo de óbitos de 1857 a 1911; livro de registo de batismos de 1889 a 1911; e livro de registos de casamentos de 1889 a 1911 e contêm muita informação para a história de Pascoal. Das leituras do conjunto de livros dos registos paroquiais que me ocupou longos períodos dos anos de 2014 a 2019 retirei as seguintes informações: • O nome de todos os residentes em Pascoal que foram batizados, casaram ou aqui morreram. • Uma referência aos párocos que aos longos dos anos assinaram os batizados, casamentos ou óbitos na paroquia de Abraveses entre 1857 a 1911. • Informação sobre os meus antepassados. A leitura dos registos paroquiais de Abraveses permite conhecer a sociedade de Pascoal no seculo XIX e no início do seculo XX. A informação sobre os nomes é basta, mas de difícil interpretação porque não é seguida uma regra e cada um transmite aos seus filhos o que muito entende, veja como exemplo: 1. João António Taralhão casado com Rosa Maria Coelho tiveram dois filhos a um deu-lhe o nome de José António Taralhão e ao outro Manuel Rodrigues Coelho. Quem analisar só pelos nomes não são irmãos. O José herda do pai “António Taralhão” o outro herda da mãe “Rodrigues Coelho”. 2. Outro exemplo José Duarte nasceu a 07/02/1897, filho de José Almeida Ferreira e de Rosa Jesus e tendo como avós paternos Francisco Almeida Ferreira e Maria Prazeres e avós maternos António Francisco Malta e Margarida de Jesus e em nenhum familiar se encontra o nome de Duarte. O apelido Duarte ou veio do padrinho ou de um familiar afastado. 3. Outro caso João Ramos casado com Maria Rosa Oliveira filho de José Lopes e de Maria Espírito Santo, continua a dúvida de onde vem o apelido Ramos. Destes três exemplos e poderiam ser muitos mais se percebe a dificuldade em interpretar os nomes dos Pascoalenses no final do seculo XIX e inicio do seculo XX. O problema persiste nas mulheres, mas com outros contornes. Nas mulheres na sua maioria não se transmite o apelido familiar, mas o apelido Jesus veja-se como exemplo: • Engrácia de Jesus filha de Bernardo Faia e Maria Caetano. • Barbara Jesus filha António Martins e de Ana jesus. Percebida dificuldade em interpretar os nomes vamos perceber algumas das a particularidades que estes recebem em Pascoal. Os apelidos “Nova” e “Fonte” registam a origem dos largos onde nasceram ou viveram como por exemplo: Adelino Rodrigues da Nova; José Esteves Nova; Manuel Fonte; Custodia da Fonte. A Nova é um largo no extremo sul da localidade de Pascoal junto á Escola Primária e a fonte é outra referência a norte daa localidade de Pascoal no final do seculo XIX e início do seculo XX. Encontra.se uma outra forma de distinguir dois nomes iguais que é o termo Novo como por exemplo: António Almeida e António Almeida Novo, mas esta característica e comum a outras localidade vizinhas. Da leitura dos livros de registos paroquiais da paroquia de Abraveses consegue-se perceber-se que existe um conjunto de apelidos sobretudo nos homens que tem origem em Pascoal como: Lopes; Santos; Rodrigues; Ferreiras; Almeidas; Esteves. Através do casamento outros apelidos se fixaram como: 0s Mesquitas que vieram de Rio de Loba; os Lima de Moselos; os Marques de Quintela Orgens e Moure de Madalena; os Costas do Campo Madalena; os Vale de Vila Nova do Campo; os Coelho de Moselos, Abraveses e Santo Estevão. Nas mulheres como predomina o apelido Jesus não se consegue perceber a sua origem, mas também se encontra muito o nome e apelido Prazeres em homenagem a padroeira de Pascoal, Nossa Senhora do Prazeres. São esta a dificuldades e particularidades dos nomes e apelidos dos Pascoalenses no final do seculo XIX e início do XX. A leitura dos registos paroquiais permitiu criar uma listagem com cerca de 1700 nomes que pode ajudar muitos Pascoalenses a encontrarem os seus antepassados. Nos registo paroquiais houve sempre obrigatoriamente a assinatura do pároco que no tempo governava a paroquia de Abraveses e assim consegue-se saber quais foram os párocos da paroquia de Abraveses entre 1857 e 1911 e eles foram os seguintes: De 1857 a 1864 Bernardino José Lourenço Magalhães De 1864 a 1877 Félix José Ferreira De 1877 a 1880 José Lourenço do Vale De 1880 a 1885 Jacinto Luís Marques De 1885 a 1893 Joaquim Rodrigues Barroco De 1893 a 1896 António Fernandes Monteiro De 1896 a 1898 António Augusto Santos De 1898 a 1902 António Rodrigues Tondela De 1902 a 1907 José Costa Lima De 1907 a 1908 Luís Ferreira Alves De 1908 a 1911 José Paiva Coelho Desta lista percebe-se que a estadia dos padre a frente da paroquia de Abraveses não ultrapassava em média os cinco anos. Uma informação final para o período anterior a 1857 tem que se fazer a busca na paroquia Oriental de Viseu onde pertenceu Pascoal, Abraveses e demais localidades. Para o período posterior a Abril de 1911 tem que ser no Registo Civil. Esta é a panóplia de informação que pode obter dos registos paroquiais da paroquia de Abraveses no final do seculo XIX e início do seculo XX. Caderno de notas para a Historia de Pascoal vol. VIII nota 7; Pascoal 11 Agosto 2019