domingo, 18 de agosto de 2019

REGISTOS PAROQUIAIS DA PAROQUIA DE ABRAVESES SEC. XIX E XX

Os registos paroquiais da paroquia de Abraveses tem como datas limite os anos de 1857 a 1911 e são constituídos por livros de registo de óbitos de 1857 a 1911; livro de registo de batismos de 1889 a 1911; e livro de registos de casamentos de 1889 a 1911 e contêm muita informação para a história de Pascoal. Das leituras do conjunto de livros dos registos paroquiais que me ocupou longos períodos dos anos de 2014 a 2019 retirei as seguintes informações: • O nome de todos os residentes em Pascoal que foram batizados, casaram ou aqui morreram. • Uma referência aos párocos que aos longos dos anos assinaram os batizados, casamentos ou óbitos na paroquia de Abraveses entre 1857 a 1911. • Informação sobre os meus antepassados. A leitura dos registos paroquiais de Abraveses permite conhecer a sociedade de Pascoal no seculo XIX e no início do seculo XX. A informação sobre os nomes é basta, mas de difícil interpretação porque não é seguida uma regra e cada um transmite aos seus filhos o que muito entende, veja como exemplo: 1. João António Taralhão casado com Rosa Maria Coelho tiveram dois filhos a um deu-lhe o nome de José António Taralhão e ao outro Manuel Rodrigues Coelho. Quem analisar só pelos nomes não são irmãos. O José herda do pai “António Taralhão” o outro herda da mãe “Rodrigues Coelho”. 2. Outro exemplo José Duarte nasceu a 07/02/1897, filho de José Almeida Ferreira e de Rosa Jesus e tendo como avós paternos Francisco Almeida Ferreira e Maria Prazeres e avós maternos António Francisco Malta e Margarida de Jesus e em nenhum familiar se encontra o nome de Duarte. O apelido Duarte ou veio do padrinho ou de um familiar afastado. 3. Outro caso João Ramos casado com Maria Rosa Oliveira filho de José Lopes e de Maria Espírito Santo, continua a dúvida de onde vem o apelido Ramos. Destes três exemplos e poderiam ser muitos mais se percebe a dificuldade em interpretar os nomes dos Pascoalenses no final do seculo XIX e inicio do seculo XX. O problema persiste nas mulheres, mas com outros contornes. Nas mulheres na sua maioria não se transmite o apelido familiar, mas o apelido Jesus veja-se como exemplo: • Engrácia de Jesus filha de Bernardo Faia e Maria Caetano. • Barbara Jesus filha António Martins e de Ana jesus. Percebida dificuldade em interpretar os nomes vamos perceber algumas das a particularidades que estes recebem em Pascoal. Os apelidos “Nova” e “Fonte” registam a origem dos largos onde nasceram ou viveram como por exemplo: Adelino Rodrigues da Nova; José Esteves Nova; Manuel Fonte; Custodia da Fonte. A Nova é um largo no extremo sul da localidade de Pascoal junto á Escola Primária e a fonte é outra referência a norte daa localidade de Pascoal no final do seculo XIX e início do seculo XX. Encontra.se uma outra forma de distinguir dois nomes iguais que é o termo Novo como por exemplo: António Almeida e António Almeida Novo, mas esta característica e comum a outras localidade vizinhas. Da leitura dos livros de registos paroquiais da paroquia de Abraveses consegue-se perceber-se que existe um conjunto de apelidos sobretudo nos homens que tem origem em Pascoal como: Lopes; Santos; Rodrigues; Ferreiras; Almeidas; Esteves. Através do casamento outros apelidos se fixaram como: 0s Mesquitas que vieram de Rio de Loba; os Lima de Moselos; os Marques de Quintela Orgens e Moure de Madalena; os Costas do Campo Madalena; os Vale de Vila Nova do Campo; os Coelho de Moselos, Abraveses e Santo Estevão. Nas mulheres como predomina o apelido Jesus não se consegue perceber a sua origem, mas também se encontra muito o nome e apelido Prazeres em homenagem a padroeira de Pascoal, Nossa Senhora do Prazeres. São esta a dificuldades e particularidades dos nomes e apelidos dos Pascoalenses no final do seculo XIX e início do XX. A leitura dos registos paroquiais permitiu criar uma listagem com cerca de 1700 nomes que pode ajudar muitos Pascoalenses a encontrarem os seus antepassados. Nos registo paroquiais houve sempre obrigatoriamente a assinatura do pároco que no tempo governava a paroquia de Abraveses e assim consegue-se saber quais foram os párocos da paroquia de Abraveses entre 1857 e 1911 e eles foram os seguintes: De 1857 a 1864 Bernardino José Lourenço Magalhães De 1864 a 1877 Félix José Ferreira De 1877 a 1880 José Lourenço do Vale De 1880 a 1885 Jacinto Luís Marques De 1885 a 1893 Joaquim Rodrigues Barroco De 1893 a 1896 António Fernandes Monteiro De 1896 a 1898 António Augusto Santos De 1898 a 1902 António Rodrigues Tondela De 1902 a 1907 José Costa Lima De 1907 a 1908 Luís Ferreira Alves De 1908 a 1911 José Paiva Coelho Desta lista percebe-se que a estadia dos padre a frente da paroquia de Abraveses não ultrapassava em média os cinco anos. Uma informação final para o período anterior a 1857 tem que se fazer a busca na paroquia Oriental de Viseu onde pertenceu Pascoal, Abraveses e demais localidades. Para o período posterior a Abril de 1911 tem que ser no Registo Civil. Esta é a panóplia de informação que pode obter dos registos paroquiais da paroquia de Abraveses no final do seculo XIX e início do seculo XX. Caderno de notas para a Historia de Pascoal vol. VIII nota 7; Pascoal 11 Agosto 2019

quinta-feira, 20 de junho de 2019

BISPOS DE VISEU DOS SEC. XIX, XX, XXI - COGNOMES

Decidi dar um cognome aos bispos de Viseu desde 1792 a 2018 abrangendo os seculos XIX; XX e XXI de forma a que através de uma palavra ou frase conhecer melhor o tempo em exerceram o cargo de bispos da diocese de Viseu. Devo informar o leitor que conheci pessoalmente quatro dos onze bispos (D. Ilídio Leandro; D. António Marto; D. António Monteiro; D. José Pedro da Silva) e para os restantes a minhas memorias históricas penso chegarem para atribuir o cognome. Não fiz nenhuma investigação histórica apenas utilizei os meus conhecimentos. D. Ilídio Leandro de 2006 a 2018 “Primus inter pares” O primeiro entre iguais foi o primeiro bispo a ser escolhido entre os padres da diocese de Viseu para governar a diocese de Viseu.//////////////// D. António Marto de 2004 a 2006 O Cardeal Foi um bispo que passou por Viseu e saiu para a diocese de Leiria-Fátima e já é Cardeal.///////////////////// D. António Monteiro de 1988 a 2014 O Franciscano Um bispo bondoso que modernizou a diocese de Viseu exemplo o Centro Pastoral Viseu/////////////////////////////// D. José Pedro Silva de 1965 a 1988 O bispo do Concilio Vaticano II A D. José Pedro da Silva coube a nobre missão de implementar a grande reforma que adveio do Concilio Vaticano II e pacificar a diocese reabriu dezenas de igrejas encerradas por o seu antecessor.///////////////////////////// D. José da Cruz Moreira Pinto de 1928 a 1964 O bispo do Estado-Novo Um bispo governou da diocese de Viseu com mão de ferro foi em tudo muito parecido com o tempo do Estado-Novo (1926 a 1974)./////////////////// D. António Alves Ferreira dos Santos de 1911 a 1927 Um bispo ao leme Um bispo ao leme da diocese em tempo de muita tempestade e conflito com o regime republicano, foi desterrado, os edifícios (paço episcopal, igrejas e seminário) confiscados, mas nunca abandonou o leme.///////////////////////////////// D. José Dias Correia Carvalho de 1883 a 1911 O bispo dos Simples Um bispo que esteve ligado e muito ajudou a desenvolver a obra asilo das oficinas de Santo António e ao Círculo Católico muito ajudou em tempos difíceis os mais simples da diocese de Viseu.////////////////////////////////// D. António Alves Martins de 1862 a 1882 O liberal Um bispo liberal habituado a frequentar em Lisboa os corredores do poder foi grande bispo ao ponto de merecer uma estatua num dos jardins da cidade.////////////////////////////// D. José Joaquim Azevedo Moura de 1845 a 1856 O bispo da Transição Coube a este bispo fazer a transição entre dois bispos opostos e como tal teve fazer a transição de uma diocese a largos anos sem bispo pois o seu antecessor estava exilado em Paris por questões políticas.////////////////////////////////////// D. Francisco Alexandre Lobo de 1819 a 1844 O Miguelista Foi um bispo que foi obrigado a exilar-se por ter tomado parte por os Miguelista na guerra civil que opôs os partidários de D. Miguel e D. Pedro foi um bispo do antigo regime conservador não soube perceber os novos ventos que sopravam da Europa.//////////////////////////// D. Francisco Monteiro Pereira Azevedo de 1792 a 1819 Um bispo que soube dividir Um bispo que soube dividir a grande paroquia da Sé de Viseu em mais cinco paroquias (Abraveses; Orgens; São Salvador; Ranhados; Rio de Loba) esteve a frente de todos os outros e no início financiou as paroquias com os seus rendimentos.//////////////////////////// Breves notas pessoais sobre onze bispo de Viseu. Nota 6 publicada no caderno notas para historia de Pascoal volume VIII no dia 20 de junho de 2019 – Dia feriado do Corpo Cristo o primeiro para o novo Bispo da Diocese de Viseu D. António Luciano Santos.

domingo, 12 de maio de 2019

NOTAS DE LEITURA DE "PORTUGAL E AS POSSESSÕES"

O livro “Portugal e as Possessões” da autoria de Joaquim Augusto Oliveira Mascarenhas, editado em Viseu em 1883 é um dicionário histórico do seculo XIX com notícias históricas e todas as freguesia e concelhos de Portugal e territórios sob administração Portuguesa na Africa e Asia. Na página 26 apresenta dados sobre a freguesia de Abraveses cuja única novidade são os números de Abraveses nos censos de 1878. Nas páginas 853 a 881 trás um texto longo e bom sobre a cidade de Viseu. Uma análise a este livro no tempo em que foi escrito finais do século XIX e um bom dicionário. A cópia deste livro Portugal e as Possessões foi-me oferecida pelo amigo Paulo Galveias.////////////////////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal (cnhp) volume VIII nota 5 em 12 Maio 2019

sexta-feira, 3 de maio de 2019

NOTAS DE LEITURA DE "A CATEDRAL DE VISEU E SEUS ASPECTOS ARQUITETÓNICOS" DE ALMEIDA MOREIRA

A Catedral de Viseu e Seus Aspectos Arquitetónicos da autoria de Almeida Moreira é conferencia apresentada no congresso Luso-Espanhol na cidade de Cadiz em Maio 1927. Esta conferência apresenta como principal novidade a descoberta da porta Românica ogival que liga o corpo principal da Sé ao claustro e que estava obstruída por azulejos. Este trabalho vale pela fixação no tempo ano de 1927 do século XX antes das grandes obras de restauro que ocorreram em anos posteriores. Esta preciosidade é fotocopia do original e foi-me oferecido pelo amigo Paulo Galveias.//////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de volume VIII com o numero 3 em 2 Abril 2019

NOTAS DE LEITURA DA TESE DE DOUTORAMENTO DE CARLOS ALVES SOBRE A SÉ DE VISEU

Carlos Alves na sua tese de doutoramento intitulada “A Evolução Arquitetónica e Artística da Catedral de Santa Maria de Viseu – Desde a Idade Média atá Idade Contemporânea” defendida na Universidade de Barcelona e publicada em 2015 em dois volumes, defende uma ideia na página 80 do volume I, segundo a qual a origem da Sé de Viseu teve início numa fortificação Romana em forma de quadrado – ver imagem. Esta ideia da origem da Sé de Viseu de uma fortificação Romana é original e está muito bem fundamentada. Parabéns ao autor pela tese de doutoramento que é um belo trabalho que merece ser editado para o publico conhecer melhor a Sé de Viseu. Um obrigado ao amigo Paulo Galveias pelo empréstimo do livro. ///////////////////////////////Nota publicada no caderno de notas para historia de Pascoal volume VIII com o numero 2 em 28 Março 2019

O PORQUÊ DO NUMERO NAS BANDEIRAS DAS IRMANDADES

Encostada a Igreja de Vildemoinhos a aguardar a saída de um funeral de um Pascoalense que aí residia estava a bandeira da Irmandade Nossa Senhora das Neves da localidade de São Salvador e tem pintado na sua bandeira o nº 2. Durante muito anos procurei compreender o porquê dos números nas bandeiras das irmandades. Através da investigação histórica já tinha descoberto que o número pintado nas irmandades está relacionado com a data da sua fundação. Assim se percebe que a Irmandade de Nossa Senhora das Neves fundada em 1638 é mais antiga que a Irmandade Nossa Senhora dos Prazeres de Pascoal fundada em 1655 que na bandeira tem pintado o número 3 também presente no referido funeral. Estava também presente a Irmandade de São João de Vildemoinhos fundada em 1695 a mais moderna das três presentes. Vildemoinhos 17 Março 2019////////////////////////////Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal (cnhp) - volume VIII com o numero 1 em 17 Março 2019

quarta-feira, 24 de abril de 2019

25 ABRIL 1974 - QUARENTA E CINCO ANOS DEPOIS

Escolhi este poema de Sophia de Mello Breyner Andresen para celebrar os quarenta e cinco anos do 25 de Abril de 1974. Recordo que há quarenta e cinco anos tinha 9 anos de idade era aluno do 4 ano da escola primaria de Pascoal durante a tarde começou a circular a noticia que "houve uma revolução em Lisboa" e no final da tarde foi andando em Pascoal de lado para o outro esperando o meu pai que vinha de trabalhar no comercio e chegou com o jornal debaixo do braço mais cedo do que o habitual pois de tarde já não trabalharam tal era a alegria. Foi uma madrugada que gostei porque: - Devolveu-nos o maior valor de todos a liberdade de dizer,pensar a politica a cultura... - Acabou com a guerra colonial (em África) - onde combatiam os meus tios Albano F. Santos e Horácio Monteiro entre outros Pascoalenses. - Educação para todos - alegria que foram esses tempos de 1974 e seguintes para um jovem estudante. - Saúde através do Serviço Nacional de Saúde para todos. Por tudo isto viva o 25 Abril Delfim Almeida