domingo, 8 de março de 2020

EMENTAR DAS ALMAS EM PASCOAL

EMENTAR DAS ALMAS EM PASCOAL Um grupo Pascoalenses recuperou o cantar tradicional de Ementar as Almas durante a quaresma pelas ruas de Pascoal. Esta tradição já não se realizava a mais de cinquenta anos. Um dos elementos do grupo o Fernando Rodrigues Ferreira fez a recolha dos versos que ensaiámos e com a coragem lá fomos cantar pelas ruas e mostar aos mais novos como se fazia o ementar das almas em Pascoal. Nesta dia tive a oportunidade de falar com o sr. Jose Mesquita Ramos hoje com 75 anos, que cantou na sua juventude o ementar das almas e que me explicou se fazia e inclusive cantou o verso “O oliveira bendita…” que também faz parte da recolhas do Fernando R. Ferreira. ////////////////////////// Nota 16 do caderno de notas para historia de Pascoal volume VIII em 06 Março 2020
Fotografia do grupo de Ementar Almas de Pascoal em frente a Igreja de Pascoal da esquerda para a direita no primeira fila: Nelson Marques; Custodio Durão; Abílio Caiado; Fernando Sá; Alfredo Coutinho e Aires Melo. Segunda fila- Delfim Almeida; Almiro Almeida, Fernando R. Ferreira, Jorge Paulo Almeida; Paulo Lopes.

NOTAS DE LEITURA DO LIVRO "OS DOIS PREC`S NO DISTRITO DE VISEU" DE JAIME GRALHEIRO

Li com gosto e atenção o livro de Jaime Gralheiro “Os dois Prec`s no distrito de Viseu – Memorias de uma guerra quase pessoal” uma edição das Edições Esgotadas – Viseu 2011, num empréstimo do amigo Paulo Galveias. A personalidade de Jaime Gralheiro não me era desconhecida pela minha paixão pela política e habituei-me a admirá-lo pelas sua convicções políticas diferentes das minhas e pelo gosto pelo teatro. O livro é um típico livro de memorias sobre os tempos difíceis dos anos sessenta e setenta do seculo XX. Transmite no livro as sua memorias de como foi abordado para colaborar com o regime político do Estado Novo (1926 a 1974) como evoluiu para o MDP/CDE e mais tarde para a CDU. No livro diz-nos que nada sabia da revolução do 25 Abril 1974 e de como se tornou presidente da Camara Municipal de São Pedro do Sul e das dificuldades que teve devido ao cerco político de PS, PSD, e CDS. Segundo as sua palavras a luta política foi dura e muitas vezes chegou a confrontação física pondo em risco a sua vida e da sua família por defender ideias comunistas. Manteve a sua frontalidade de ideias durante o resto da sua vida. Gostei da leitura para conhecer melhor como foram esses dias em brasa de 25 Abril 1974 a 25 de Novembro de 1975 o tempo do PREC que para Jaime Gralheiro foram dois e não um. ///////////////////////// Nota 15 do caderno de notas para a historia de Pascoal volume VIII em 5 de Março 2020

domingo, 2 de fevereiro de 2020

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO - MONTE HABITADO NO MUSEU QUARTZO NO MONTE SANTA LUZIA

Estive presente na inauguração da exposição “Monte Habitado – Viver no Castro Santa Luzia há 3000 anos” no museu do Quartzo no Monte de Santa Luzia. A exposição é didática no sentido de perceber como se vivia no Castro de Santa Luzia entre o seculos XI e VIII a.C. Diversos painéis explicam como se vivia e são complementados por achados arqueológicos encontrados no castro de Santa Luzia. Durante a exposição chamei a atenção da responsável da exposição a Dra. Lília Basílio para um erro no segundo painel onde se faz a caracterização do castro e se refere aos rios da sua envolvente onde as gentes do castro iam buscar água como ribeira de Minde e Quintela o nome Minde está mal é ribeira de Mide que passa entre as localidades de Pascoal e Abraveses e nasce a norte do Monte de Santa Luzia. O castro Santa Luzia foi objeto de escavações nos anos 80 do seculo XX por três arqueólogos: João Luís Inês Vaz; Alberto Correia; e monsenhor Celso Tavares da Silva, dos três só um está vivo Dr. Alberto Correia que também esteve presente na inauguração. Lembro-me de nos anos 80 do seculo XX subir a pé ao Monte de Santa Luzia para observar as escavações. Hoje mais de quatro décadas passadas, voltei a subir ao Monte de Santa Luzia a pé não para ver as escavações para assistir a inauguração de uma exposição que mostra o resultado das escavações. Foi mais difícil porque as forças começam a faltar mas subir ao Monte de Santa Luzia admirar a paisagem respirar o seu ar puro e pensar a sua história é um dia especial. /////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal com numero 13 no volume VIII em 2 fevereiro de 2020

domingo, 1 de dezembro de 2019

NOTAS DE LEITURA DO LIVRO "ROTEIRO TURISTICO DO DISTRITO DE VISEU"

Voltei a reler o livro “Roteiro Turístico do Distrito de Viseu” do autor Alberto Correia, quase quatro décadas depois da leitura inicial. Este livro descreve a cidade de Viseu e o distrito de Viseu no início da década de 80 (a edição é de 1981) do seculo XX, antes dos grandes desenvolvimentos das novas estradas, avenidas e novos edifícios. Este livro contêm uma bonita referência a localidade de Pascoal, ao monte de Santa Luzia e ao monte da Senhora do Crasto do qual retirei nos para o Roteiro Bibliográfico para a História de Pascoal (rbhp). O livro foi um empréstimo do amigo Paulo Galveias que mo emprestou, pois, a minha edição de tanto usada só me resta a capa, digitalizei o livro todo para, mas fácil consulta se necessário.///////////////////////////////////////////////// Nota publicado no caderno de notas para a historia de Pascoal (cnhp) volume VIII com o numero 12 em 24 Novembro 2019

CONCELHO DE VISEU NO INICIO DO SEC. XIX, AREAS DE INFLUÊNCIA DA IGREJA E SENHORIAL

O concelho de Viseu tem duas áreas destintas de influência, a norte do concelho marcado pela influência da igreja e a sul marcado pela influência senhorial de brasão a porta. Antes de se avançar deve-se primeiro parar na paroquia da Sé que no início do seculo XIX tem uma enorme dimensão (incluía as atuais paroquias de Abraveses, Rio de Loba, Ranhados, São Salvador e Orgens além do cidade). Esta enorme paroquia é o centro do poder religioso, político, judicial e militar. A norte do concelho de concelho de Viseu a influência é da igreja através dos párocos e dos seus passais que se encontra instalada no território sem a sombra da nobreza. Uma característica é a construção da igrejas matrizes fora das localidades. Assim acontece com as paroquias de Bodiosa, Ribafeita, Lordosa, Calde, Cota, Cepões, São Pedro de France. Junto á igreja isolada das localidades encontra-se o passal para sustento do pároco. A igreja a norte do concelho de Viseu no início do seculo XIX dispunha de um poder quase absoluto. A sul do concelho de Viseu a presença senhorial com as suas casas ricas com brasão ás portas que destacam das restantes casas das localidade e com territórios agrícolas grandes capazes de se auto sustentarem marcam o território. A igreja está presente, mas sem o poder que tem a norte do concelho. Em muitas paroquias do sul do concelho é a casa senhorial que oferece o espaço para a igrejas paroquias desde que estas fiquem próximas das casa senhoriais
como acontece em São Cipriano, Loureiro de Silgueiros, Povolide, Coutos de Cima e de Baixo, Farminhão. Quem detém o poder territorial que ter a igreja paroquial ao lado. Percebe-se assim uma dicotomia entre o norte e o sul do concelho de Viseu. O mapa ajuda a perceber a dicotomia. /////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para a historia de Pascoal no volume VIII com o numero 11 em 13 Novembro 2019

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Lançamento do livro"Memorias Documentos Historicos do Convento Santo António de Viseu

Assisti ao lançamento do livro “Memorias Documentos Históricos do Convento de Santo António de Viseu da autoria de João Ferreira Fonseca. Que ocorreu no dia 21 de Outubro 2019 na Igreja dos Terceiros em Viseu, uma bela cerimónia que contou com um momento musical com presença da cantora Isabel Silvestre. Da leitura do livro (mais um empréstimo do amigo Paulo Galveias) retive três notas que podem ser úteis para a história de Pascoal://////////////// 1. Referência procissão com sacrario do Convento de São Francisco do Monte para cidade de Viseu em 06/05/1635 – na página 19.///////////////// 2. Obras no convento São Francisco do Monte mandadas realizar pelo convento Santo António de Viseu – nas páginas 35 e 57./////////////////// 3. O nome de um guardião (nome dado ao responsável dos monges da ordem São Francisco), Frei Pascoal da Piedade – página 58.////////////////// Este livro ajuda a perceber a mudança no século XVII do frades do convento São Francisco do Monte para a cidade de Viseu e mais tarde para o convento de Santo António de Viseu conhecido pela igreja dos Terceiros de Viseu Um livro de leitura fácil e boa qualidade histórica.////////////////////////////////// Nota publicada no caderno de notas para historia de Pascoal com o numero 10 no volume VIII em 23 de Outubro 2019.

REVISTA BEIRA ALTA - RELANÇAMENTO

Participei na cerimónia de relançamento da Revista Beira Alta na Casa do Adro em Viseu. Decidi chamar-lhe relançamento e não o nome pomposo de “Revista Beira Alta – Memoria e Historia” porque para quem gosta e conhece o percurso da revista Beira Alta trata-se de um relançamento depois do problema das comemorações dos 75 anos da revista (1942-2017; da saída do diretor Alberto Correia; e da não publicação em 2019 de nenhum numero toda esta cerimonia me pareceu um renascer ou relançamento de uma revista que ao longo dos seus mais de setenta anos ajudou a divulgar historia da Beira Alta e em particular da região de Viseu . Desta cerimónia destaco dois momentos: • A disponibilidade de consulta on-line dos números desde 1942 da revista Beira Alta. • A nova directora a Dra. Fátima Eusébio que vem trazer uma nova dinâmica a revista Beira Alta. Viseu merece e a sua região Beira Alta em particular uma revista de divulgação da história com uma nova dinâmica. A consulta on-line dos números anteriores a 1973 vai ser útil história de Pascoal.///////////////////// Nota publicada no caderno notas para a historia de Pascoal com numero 9 no volume VIII em 17 Outubro 2019 Pascoal 17 Outubro 2019