Espaço de divulgação da historia e cultura da localidade de Pascoal, no concelho de Viseu em Portugal. Da autoria e responsabilidade de Delfim Carlos R. Almeida
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
PATRIMÓNIO INDUSTRIAL - Fabrica Resina Álvaro Pinto (2)
COMEMORAM-SE NOS DIAS, 25, 26, 27 DE SETEMBRO 2015, AS JORNADAS EUROPEIAS DE PATRIMÓNIO, ESTE ANO DEDICADAS AO PATRIMÓNIO INDUSTRIAL E TÉCNICO.
Em Pascoal, a presença de património industrial É muito pequena, mas existe.Mesmo ao seu lado, entre Pascoal, a localidade de Moselos e Vila Nova do Campo, lá está a antiga fábrica da resina.Fábrica esta, que ainda mostra um belo exemplar do património industrial de seu nome, FABRICA DE PRODUTOS RESINOSOS ÁLVARO PINTO. Além do edifício digno de uma visita, muitos como eu ainda nos lembramos do apito sonoro da fabrica para saída e entrada dos trabalhadores. Muitos Pascoalenses foram trabalhadores na fábrica da resina, tais como:
O Sr. Firmino, Manuel Sousa, António, Adelino, entre muitos outros. A fabrica da resina marcou o quotidiano de Pascoal da décadas de 40 a 80 do século XX
fotografia da fabrica da autoria Ferofe
Delfim Almeida
PATRIMÓNIO INDUSTRIAL - Fabrica Resina Álvaro Pinto
domingo, 20 de setembro de 2015
CARTÃO ESTUDANTE UNIVERSIDADE ABERTA -LICENCIATURA EM HISTORIA
O tempo que corre final do Verão inicio do Outono é o tempo de regresso ás aulas e é propício á nostalgia de recordar-mos os nossos tempos de estudante.
Vou recordar os tempos de estudante universitário na Universidade Aberta com sede em Lisboa entre os anos de 2000 a 2004 na licenciatura em Historia.
Fiz o exame de admissão na delegação de Coimbra da Universidade Aberta e realizei a entrevista na sede da Universidade Aberta com a doutora Maria José Ferro de Tavares, os exames foram sempre realizados na Escola Superior de Educação no Instituto Politécnico de Viseu.
As propinas levaram ao abandono em 2004.
Foram tempos de estudante muito bons que me ajudaram a crescer muito no conhecimento da historia.
E para a historia anexo o cartão de estudante
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Cadernos notas historia Pascoal - caderno 5 - parte II
CADERNOS DE NOTAS PARA HISTORIA DE PASCOAL - CADERNO 5 - PARTE II
7- Marcão na Serra do Crasto
Subi ao Marcão na Serra do Crasto que divide a freguesia de Abraveses e a freguesia de Orgens e as localidades de Pascoal e Quintela, também conhecido pelo povo como “penedinho branco” devido a cor branco com foi pintado. Do alto deste marcão – chamo-lhe marcão exactamente por ser marco mais alto - é que se percebem bem as delimitações da freguesia de Abraveses e de Orgens que tem gerado confusões.
Os homens que procederam a esta delimitações que ocorreram de certeza no século XIX no espaço de tempo balizado entre 1808 quando o Bispo D. Francisco Manuel Monteiro Azevedo criou as Paroquias de Abraveses e de Orgens ou em 1890 quando foram criadas de facto as freguesias de Abraveses e Orgens, eram muito inteligentes pois escolheram sítios naturais (altos, ribeiros, propriedades, etc.) que ainda hoje não oferecem duvidas a quem tenha que se certificar da sua existência. O marcão da Serra do Crasto lá bem no alto e um factor da dita inteligência. A falta de sítios naturais colocou pedras de marcos e também visitei um marco próximo do marcão que delimitas as freguesias de Abraveses, Orgens e Campo. Deste marco tem-se um olhar a vista desarmada sem nenhum obstáculo para o marcão e para outro marco.
Do alto do Marcão em plena Serra do Crasto tem-se uma vista deslumbrante para a cidade de Viseu, Abraveses, Santo Estêvão, Orgens, Convento São Francisco do Monte, São Martinho, Quintela e Pascoal e mais longe a Serra da Estrela.
E de difícil acesso e só pedonal agora facilitado pelo incêndio de Julho 2011 que destrui parte da Serra do Crasto, é um esforço que vale a pena pela magnifica paisagem que de lá se admira e pela noção do espaço da duas freguesias que ali se dividem.
Pascoal, 5 Fevereiro 2011. //////////////////////////////////////////////////////////
8- Quinta da Longarela
A Quinta da Longarela esteve votada ao mais profundo abandono nas últimas três décadas. Durante este período de abandono apenas cresceram as ervas daninhas e muitas arvores que levaram a destruição da casa agrícola e do moinho duas referências de património construído. Mudou de dono e este mandou limpa-la e o moinho foi o primeiro a ficar a descoberto e logo a seguir a casa.
Durante a curta visita só tive oportunidade de ver a casa. É uma casa típica de agricultor com dois andares com escadaria e patamar exterior sem qualquer elemento decorativo no exterior e no interior destaque para o forno.
A Quinta da Longarela é muito antiga já aparecem referencias á sua existência desde o século XVIII no Dicionário Geográfico de 1758.
Pascoal, 8 de Fevereiro 2011.////////////////////////////////////////////////////////
9- Data da Pascoa
A data da celebração da Pascoa não tem data fixa mas é sempre a um domingo e excepcionalmente no ano de 2011 é numa data muito alta a 24 de Abril.
Procurei no Dicionário da Historia de Portugal (edição Livraria Figueirinhas) a entrada “pascoa” para ver se encontrava o porque da data da Pascoa, alta ou baixa.
“A Pascoa é sempre no domingo seguinte a primeira lua cheia depois do equinócio da Primavera. A lua cheia pode ocorrer entre 21 de Março e se este for a um sábado e 18 de Abril se este for a um domingo a Pascoa ocorre entre os dias 22 Março e 25 de Abril”.
No ano de 2011,a primeira lua cheia ocorre a 18 de Abril, segunda-feira e o primeiro domingo a seguir é 24 de Abril.
A data da Pascoal é muito importante para a história de Pascoal pois é a partir dela que se marca a data da festa em honra de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Pascoal, mais precisamente no segundo domingo a seguir á Pascoa.
Pascoal, 9 de Fevereiro de 2011.//////////////////////////////////////////////////////
10- Censos IV
Aproveitando os dados dos censos que tive de procurar para o trabalho “ Freguesia de Abraveses – Censos de 1864 – 2001”, realizei um trabalho para a freguesia do Campo tendo como base de comparação as freguesias de Bodiosa, Lordosa, Abraveses e Campo a que dei o nome de “Freguesia do Campo – Censos 1864 a 2001 ”.
Um dos factos que mais me surpreendeu foi evidenciar com muita clareza nos censos de 1981 um fenómeno que quem conhece vem a freguesia do Campo sabe da sua existência sem ter de recorrer aos censos que foi o crescimento demográfico que teve por base os Portugueses regressados das ex-colónias Portuguesas (Angola, Moçambique) que deu origem a dois novos bairros na freguesia do Campo para instalar este desalojados. Os censos de 1981 demonstrão vêm este crescimento.
Pascoal, 23 Fevereiro 2011.////////////////////////////////////////////////////////////
11- Irmandade Nossa Senhora do Rosário – Campo
Uma mão amiga fez conhecer os estatutos da Irmandade Nossa Senhora do Rosário na Paroquia do Campo de Madalena, datados de 1981 e dos quais tirei copia e integrei no Arquivo Contemporâneo da Historia de Pascoal (achp) com a quota 5.40.01.
Uma breve leitura alertou-me para a data em que foi erecta 1623 inscrita no capítulo VII designado por disposições gerais o que não é habitual e me alertou para fazer uma critica externa ou de autenticidade e em particular uma critica de proveniência …
“No sentido de responder as questões seguintes:
• Quem redigiu o documento?
• Quando e onde?
• Como?
• Porque via chegou o documento até nós?”
(Mendes, José M. Amado – A Historia como ciência, Coimbra Editora, p. 125, Coimbra 1987)
Irei realizar a critica de proveniência porque da primeira analise que fiz julgo estarem em conjuntos estatutos de 1910 e os de 1981 sem qual referencia a existência dos estatutos de 1910 e ao mesmo tempo verificar se a mesma Irmandade é já referenciada no Dicionário Geográfico de 1758.
Pascoal, 20 Março 2011.////////////////////////////////////////////////////////////////
12- Fotografias do Século XVIII e XIX
Existem dois documentos, um do século XVIII e outro do século XIX que nos permitem ter duas fotografias de Pascoal e da região envolvente de um tempo em que fotografia não tinha sido descoberta. Os documentos em causa são o Dicionário Geográfico de 1758 e o Portugal Antigo e Moderno de Pinho Leal de 1894.
E o século XX fica sem fotografia?
Pascoal 3 de Maio 2011.////////////////////////////////////////////////////////////////
13- Irmandade da Capela Nossa Senhora da Vitoria – Moselos - I
Vi um livro exposto numa vitrina da Casa do Povo de Abraveses que se designava “Irmandade da Capela de Nossa Senhora da Vitoria – século XVII, Moselos – Campo – Viseu.
Não conhecia a existência deste trabalho escrito nem da irmandade vou procurar encontra-lo e lê-lo.
Pascoal, 1 de Junho de 2011.///////////////////////////////////////////////////////////
14- Irmandade da Capela Nossa Senhora da Vitoria – Moselos – II
Um amigo de Moselos emprestou-me o livro que vi exposto na vitrina da Casa do Povo de Abraveses e da sua leitura surgiu uma pista para uma investigação:
Na pagina 13 do livro “Irmandade da Capela Nossa Senhora da Vitoria – século XVII, Moselos – Campo – Viseu, Viseu 2000 ”encontrei referencia a uma Branca Nunes, mãe de Joana da Fonseca a doadora da Capela de N. Sra. da Vitoria, Moselos. Num outro livro que li de nome “Adonai nos Cárceres da Inquisição – Os cristãos novos de Viseu Quinhentista da autora Maria Teresa Gomes Cordeiro, Viseu 2010 ”encontrei muitas vezes o nome de Branca Nunes liga a processos de Inquisição.
Vou fazer esta investigação porque penso estar-se perante um caso de uma família faz um legado a uma capela e instituiu uma Irmandade para tentar encontra uma forma de tentar tirar o ónus da culpa de ser Judeu e de não lhe deixarem praticar o culto do judaísmo dando a imagem de um piedoso cristão.
Pascoal, 3 de Junho 2011.//////////////////////////////////////////////////////////////
15- Centenário da Republica - Freguesia de Abraveses, terra opositores a Republica
A Freguesia de Abraveses foi uma terra de fortes opositores a Republica tendo em 1913 sido detidos o pároco de Abraveses e outros activista da causa Monárquica. Esta uma das notas de leitura do livro “ Viseu – Roteiros Republicanos dos autores António Rafael Amaro e Jorge Adolfo M. Marques, Viseu 2010”.
Vou tentar seguir este assunto completa-lo com outras fontes no sentido de saber o porquê desta oposição das gentes da freguesia de Abraveses ao regime novo da Republica.
Pascoal, 21 de Junho 2011./////////////////////////////////////////////////////////////
16- Couto do Bispado de Viseu
O bispado de Viseu teve um couto desde o século XIII ao século XVI, mas quais eram a localidade que lhe pertenciam?
Esta pergunta, andou anos sem resposta, mas ao ler internet o livro Viseu – II de Maximiano Aragão do ano 1893, encontrei lá a resposta.
Ao couto do bispo pertenciam as localidades de: Travanca, Barbeita, Moselos, Prime, Pinheiro, Vila Meã, Nogueira, Barreiros, Aviujes, Vila Nova, Casal Fernando, Marzovelos, Jugueiros, Alagoa, Cabanões de Cima, Ferrocinto, Magarelas. Foi instituído no ano 1224 e extinto por ordem de D. João III em 1558 no tempo do bispo de Viseu D. Miguel da Silva. As divergências do Rei D. João III com o bispo D. Miguel da Silva que levaram ao exílio do bispo em Roma no Vaticano.
Pascoal 2 de Julho 2011.///////////////////////////////////////////////////////////////
17- Apontamentos Para a Historia de Viseu
Apontamentos para a história de Viseu na internet dirige-nos para uma página criado por um escritor António João Carvalho da Cruz que me habituei a ler e a admirar desde a mais de 20 anos. Habituei-me a ler os seus textos quando ainda só eram publicados na imprensa local. Perdi-lhe o contacto durante estas duas décadas, mas agora posso voltar a ler os textos que sempre me habituei a ler mas agora na internet. A página é simples mas muito bem apresentada tem os textos que ele publicou sobre Viseu e fotografias antigas e livros antigos.
Uma bom espaço para os amantes da historia de Viseu, que sabem que a historia de Viseu e tudo menos o Viriato importado.
Pascoal, 8 de Julho 2011.//////////////////////////////////////////////////////////////
18- Freguesia de Abraveses – As Difíceis Relações entre a Republica e Igreja de 1912 – 1926
A freguesia de Abraveses foi palco de muitas tensões e difíceis relações entre a Republica representada por a junta de freguesia e a Igreja representada por o pároco José Paiva Coelho e outros populares.
O momento mais difícil das relações entre a Republica e a Igreja ocorreram nos dias 20, 21, e 22 de Outubro 1913 em que o padre José Paiva Coelho, o professor oficial de Abraveses Eduardo Domingos Maia, e Henrique Simões Oliveira todos de Abraveses participaram numa tentativa de derrube da republica mas sem sucesso, acabando os três presos.
Houve muitos episódios que demonstram a difíceis relações entre a Republica e a Igreja em Abraveses mas deve destacar-se que no ano de 1914 houve dois padres de ambos os lados da contenda um como presidente da junta de freguesia o padre Joaquim Manuel Costa Nunes e o outro como pároco da paroquia de Abraveses o padre José Paiva Coelho que estava preso.
Pascoal, 25 de Julho 2011./////////////////////////////////////////////////////////////
19- Freguesia de Abraveses – Trabalhos Escritos
Começa a tomar forma um corpo de trabalhos autónomos mas que juntos muito contam dos 121 anos da freguesia de Abraveses e em particular da Junta Freguesia Abraveses.
• Notas de leitura das actas da JFA
• Cemitérios da freguesia de Abraveses
• Símbolo heráldico da freguesia de Abraveses
• Freguesia de Abraveses - Censos de 1864 – 2001
• Freguesia de Abraveses – As difíceis relações entre a Republica e a Igreja 1912 a 1926.
O trabalho esta ainda incompleto pois falta analisar o período do estado-novo de 1926 a 1974 e o período da democracia 1974 a 1999.
Pascoal 27 de Julho 2011.//////////////////////////////////////////////////////////////
20- Padres da Paroquia de Abraveses
A paróquia de Abraveses instituída em 1808 como um curato anexo a Sé de Viseu, ao longo do séc. XIX foi ganhando autonomia, fruto do trabalho dos seus párocos. Perceber quem foram os párocos que moldaram a paróquia de Abraveses e os seus fiéis é uma tarefa difícil que só tem avançado com dois tipos de fontes os registos de óbitos e conhecimento pessoal desses párocos no tempo.
A listagem incompleta dos párocos é a seguinte:
Padre Bernardino José Lourenço Magalhães – 1864
Padre José Feliz Ferreira e José Coelho Seixas – 1864 / 1877
Padre José Lourenço do Vale – 1877 / 1880
Padre José Rodrigues Barroco – 1885 / 1892
Padre António Fernandes Monteiro – 1892
Padre Luís Ferreira Alves – até 1908
Padre José Paiva Coelho – 1908 / 1914
Padre Manuel Bento Jesus – 1915 / 1931
Padre Manuel Lopes Correia e padre Bernardino Laranjeira – 1932 / 1940
Padre José Afonso de Paiva -1940 / 1950
Padre Fernando Rocha dos Santos 1951 / 1965
Padre Amadeu Lopes Gonçalves 1965 / 1992
Padre António Caetano da Rocha 1992
Esta listagem que penso estar incompleta teve a colaboração de Miguel Simões, in “Abraveses, notas dispersas pagina 11 e 12 ”, sobretudo na fase posterior ao padre José Paiva Coelho a partir de 1908 por conhecimento pessoal dos padres que dirigiram a paróquia de Abraveses.
Pascoal, 28 de Julho 2011.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
INÊS VAZ - ARQUEOLOGO E HISTORIADOR
Faleceu no dia 24/06/2015 o arqueólogo e historiador que muito admiro o doutor JOÃO LUIS INÊS VAZ.
Comecei por ser seu leitor nos final dos anos 80 do século XX na Revista Beira Alta e nunca mais deixei de o admirar na forma como juntava duas áreas muito distintas a arqueologia e a historia.
Acompanhei as escavação que fez em conjunto com monsenhor Celso Tavares Silva e Alberto Correia no castro do Monte de Santa Luzia em Pascoal - Viseu.
Conhecio pessoalmente em 1988 quanto participei num movimento que contestou o roubo de parte de um troço de estrada Romana em Pascoal. Foi inexcedível visitou o local e escreveu um relatório para a câmara municipal de Viseu onde reafirmava que o referido troço era da estrada romana e devia ser preservado. Desde esse momento ficamos amigos.
Mais tarde a meu convite visitou mais uma vez Pascoal na companhia da também arqueóloga Isabel Sobral e visitamos a totalidade dos troços da estrada romana em Pascoal e a seu pedido subimos para a zona conhecida por a "poça das ratas" e ele manifestou estranheza por a norte da cidade de Viseu não haver nenhum habitat romana e encontrou um pedaço de cerâmica muito antiga.
Continuei a admira-lo e seguir as sua leituras e acompanhei muito de perto as escavações da basílica Palo-Cristã na praça D. Duarte em Viseu pois todos os dias enquanto duraram as escavações subia e descia a rua do Comercio onde eu cumprimentava e conversava e lembra-me ainda de uma das muitas perguntas que lhe fiz "qual era a orientação da igrejas" respondeu-me que era de Oriente para Ocidente.
Enquanto Governador Civil no ano 2000 fui recebido por ele no gabinete do governador para dar uma ajuda no desbloquear de uma situação ilegal que se passava nos Baldios em Pascoal. Ajuda importante.
Cruzava-nos varias vezes nos caminhos da politica pois defendemos pontos de vista políticos muito iguais.
Em Novembro de 2013 convidei-o a tomar um café no palácio de gelo em Viseu e ele aceitou na companhia da sua companheira e fiz-lhe o convite para estar presente nas apresentação do trabalho "Trinta anos de investigação historia de Pascoal" não pode estar presente porque tinha um compromisso familiar em Braga.
Para mim parte um vulto da arqueologia e historia da cidade e região de Viseu dos últimos cinquenta anos.
Nenhum escritor entre os anos 70 do século XX e a década de 10 do século XXI fez tanto pela arqueologia e a historia de Viseu.
Fui muito amigo de Pascoal em diversos momentos que já citei.
Professor Inês Vaz continuarei a ter o gosto e a admiração da sua companhia agora só nos livros.
Um amigo que sente a perda de um amigo.
Delfim Almeida
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Cadernos Notas para Historia de Pascoal - caderno- 5 - parte I
Caderno de Notas para Historia de Pascoal - caderno 5 (2010-2015) - parte I
Ao longo dos anos de investigação da historia de Pascoal foi tomando pequenas notas que vão ajudando na investigação da historia de Pascoal. Ao longo dos foi escrevendo em cadernos manuscritos (4 cadernos) sendo o ultima escrito em computador e que abrange os anos de 2010 a 2015.
Vai sendo publicado em parte por ser muito grande. O leitor tem que ter sempre presente que são notas avulsas e com um cunho pessoal.
Caderno de Notas para uma Historia de Pascoal
Volume V
Data inicio 26/12/2010 Data fim
1- Registo de óbitos e a sua utilidade?
Será possível saber a data de falecimento da minha mãe?
Este foi o pedido de um amigo ao qual decidi aceder utilizando o arquivo contemporâneo da história de Pascoal (achp) e na quota 5.20.02 designada registo de óbitos da freguesia de Abraveses, procurei depois encontrei a senhora em causa no ano de 1977.
A resposta ao pedido fez-me mergulhar num livro que bem conheço durante oito anos (1993-2001) utilizei-o com muita frequência e lá fui registando os óbitos que naquele espaço de tempo (1993-2001) e lembrar-me da utilidade que este pode ter para a historia de Pascoal.
Um exemplo concreto: “Loureiro, Manuel – faleceu em 1951, com idade de 80 anos” permite-nos saber que viveu entre 1869-1951, este dados sobre esta pessoa são importantes para a história pois a pessoa em causa tem um nome numa das ruas de Pascoal, serviu vários cargos políticos e sociais na época em que viveu.
Mas pode também ter outra utilidade para a história das famílias, como são os exemplos do meu bisavô paterno e do meu avô paterno:
Marques, João, faleceu em 23/09/1951, com a idade de 70 anos, tendo vivido entre 1881-1951.
Almeida, José Lourenço, faleceu em 25/08/1969, com idade de 50 anos, tendo vivido entre 1919-1969.
Um simples registo de um óbito pode ajudar muito á história política, social e familiar neste caso concreto da história de Pascoal.
Pascoal, 26 Dezembro 2010
2- Base de Dados Onomástica da Historia de Pascoal
A base de dados onomástica em suporte informática em programa excell, recolhe os nomes, as datas de falecimento, família e os cargos que ocupou na irmandade Nª Sra. Prazeres de Pascoal, ou nas diversas associações ou comissões.
Tem como objectivo ir registando paulatinamente os dados das investigações ou outro tipo de informação.
Pascoal, 27 de Dezembro de 2010
3- Manuel Loureiro
Manuel Loureiro, registo de óbito em 1951 com 80 anos de idade, nascido em 1869.
Em 1889 um Manuel Loureiro foi reitor da irmandade em Pascoal, não pode ser o mesmo, pois não se serve vara de reitor com vinte anos de idade por mais rico que seja e capacidade de influência que tenha. O cargo de reitor é o com mais idade serve sempre para cima dos cinquenta anos.
Existiu mais da uma pessoa com influência em Pascoal com o mesmo nome?
Manuel Loureiro, que se procura e que faleceu em 1951 deve ter servido de reitor no ano de 1928 ou 1929 pois em 5 de Janeiro de 1930 foi nomeado para presidente da comissão de obras na capela de Pascoal (livro de diário de caixa da irmandade de Pascoal, folha 64)
Pascoal, 3 Janeiro 2011
4- Censos - I
Uma visita a pagina electrónica do Instituto Nacional de Estatística (INE), para inscrição como participante nos censos 2011, levou-me ao capitula da pagina historia dos censos. Durante a navegação encontrei parte do que sempre desejei encontrar alguns dados dos censos para a freguesia de Abraveses.
Pascoal, 6 Janeiro 2010
5- Censos II
Primeiro a desilusão porque não encontrava o que desejava, mas mais tarde a alegria de encontrar os dados desde 1864 até 2001.
Além de encontrar os dados que sempre desejei, encontrei também dados por localidades para a freguesia de Abraveses nos censos de 1940 e 1970, que permitem de forma fiável comparar com os já existentes.
Pascoal, 15 de Janeiro 2011
6- Censos III
Depois de muitas semanas de intensa procura e de trabalho está concluído o texto final, designa-se “ Freguesia de Abraveses – Censos de 1864 a 2001” e consta de onze páginas. Além do trabalho final deu origem a muita matéria para posterior investigação registada no “Roteiro Bibliográfico” e outra arquivada no “Arquivo Contemporâneo da Historia de Pascoal”.
Foi um tempo difícil com um trabalho árduo e com o muito frio deste Inverno mas valeu a pena saber quantos fomos na freguesia de Abraveses ao longo de três séculos XIX, XX, XXI.
Pascoal, 24 Janeiro de 2011
segunda-feira, 8 de junho de 2015
PARA UMA HISTORIA DE PASCOAL .
Ferramentas para trabalhar a historia de Pascoal
1- Uma Biblioteca com mais novecentos volumes.
2- arquivo contemporâneo para historia de Pascoal (achp)- catorze pastas arquivo com mais de quatro mil documentos.
3- Roteiro bibliográfico com cento e quarenta entradas.
4- Caderno de notas para historia de pascoal com cinco cadernos.
5- Arquivo Iconográfico para historia de Pascoal, três caixas de fotografias.
Estas são as ferramentas preparadas ao longo de anos de investigação na procura da historia de;pascoal .
Ao dispor de quem desejar consultar.
Delfim Almeida
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